A pedra foi desde sempre um referência obrigatória para todos os povos. A história da humanidade encontra-se dividida por idades, sendi a primeira delas a Idade da pedra. Um dos primeiros objectos utilizados pelo homem, com múltiplas funções, foi exactamente a pedra. Na nossa região onde a pedra abunda, foi ela utilizada para os mais diversos fins, havendo por todo do lado testemunhos dessas utilizações, muitos deles sob a forma de Calçada à Portuguesa.
| Nos últimos 20 anos a actividade cresceu significativamente, sobretudo como resultado de 5 factores: |
- A agricultura, a pastorícia e a suinicultura entraram em grave declínio;
- A inexistência de uma industria pujante que pudesse captar a mão de obra liberta pelos sectores em crise;
- O aumento da procura da calçada subiu significativamente;
- O investimento exigido para se poder trabalhar na pedra poder ser insignificante;
- As barreiras de entrada neste sector serem praticamente desprezíveis, podendo assim abranger todos aqueles que se desejassem entrar nesta actividade.
Fazendo o Aproveitamento dos Recursos naturais que a Serra de Aire e Candeeiros oferece, as populações limítrofes aderiram em massa à exploração de calçada, estimando-se que existam mais de 200 entidades que empregam cerca de 500 trabalhadores, a que corresponde uma facturação estimada de 7/10 milhões de contos.
Para além destas pessoas que vivem directamente da pedra, existem muitas outras unidades económicas de apoio, como por exemplo as indústrias de fornecimento reparação e manutenção dos equipamentos, fortemente orientadas para apoiar as unidades de exploração de calçada.
Rodeados de pedra por todo o lado temos que aproveitá–la e valorizá-la porque é dela que vivemos. A pedra é uma realidade omnipresente, embora nem sempre se apresente em condições rentáveis de exploração. É pois um nem esgotável, pelo que convém maximizar e racionalizar esta riqueza.
Afim de poderem maximizar as potencialidades de calçada e defender de forma organizada o interesse de todos os seus membros, foi, recentemente, criada a AECP a que se refere a presente publicação.